O sonho de se tornar o próximo prefeito de Gravatá está se tornando cada vez mais difícil para o deputado Waldemar Borges (PSB). Isso porque, o deputado tem em mãos várias pesquisas feitas na cidade nas quais ele aparece com índices baixíssimos de popularidade. Em uma das últimas pesquisas, Waldemar Borges aparece com 3% das intenções de votos contra 14% do atual prefeito Bruno Martiniano e contra 57% do ex-prefeito Joaquim Neto que lidera com folga todas as pesquisas feitas pelo deputado. Além disso, o deputado ainda poderá disputar votos com Fernando Resende, Rafael Prequé, Junior Darita e Manuel da Saúde.
Investimento
Outro fator importante que pode tirar Borges da disputa é o investimento altíssimo que o grupo dele terá que fazer na cidade para tentar elege-lo. Com quase R$ 2,5 bilhões de reais a menos nos cofres do governo do estado em 2016, a Frente Popular de Pernambuco filtrará ao máximo as cidades em que o PSB irá focar, sabe-se apenas que só o projeto de reeleição do prefeito do Recife Geraldo Júlio está mantido. A Frente Popular não irá fazer grandes investimentos em cidades que as eleições já estão praticamente definidas ou polarizadas entre dois ou três candidatos como é o caso de Gravatá.
Grupo
Outro fator importante que Waldemar ainda não conseguiu criar foi um grupo. O deputado ao lado do ex-prefeito Ozano Brito estão em uma verdadeira peregrinação em busca de aliados para criar um grupo forte para disputar a prefeitura, porém, a maioria das portas estão se fechando para Waldemar. Ele precisará unir um grupo forte e de expressão para tentar colocar seu nome em ascensão, já que o deputado ainda é pouco conhecido na cidade.
Reeleição de Paulo Câmara
Com uma rejeição já em alta, o Governador de Pernambuco Paulo Câmara também pode frear Waldemar Borges de ser candidato em Gravatá para não comprar briga direta com Bruno Martiniano e Joaquim Neto, principais candidatos da cidade que podem romper com Câmara e atrapalhar os seus planos de reeleição. Joaquim e Bruno são “donos” hoje de mais de 70% dos votos de Gravatá, o que implica diretamente nos planos de Paulo para 2018.
PSB rachado na cidade
Mais um fator importante que vai contra aos planos de Waldemar Borges é o fato do seu partido o PSB está completamente rachado na cidade com Rafael Prequé e Fernando Resende também querendo entrar na disputa pela prefeitura. Sabe-se apenas que para ser o candidato do partido, Waldemar Borges terá que passar por cima de Rafael e/ou Resende dois socialistas históricos na cidade e com vasta expressão política. Caso isso aconteça, Rafael será candidato pelo PSD e Resende pelo PR e juntos levarão praticamente todo grupo que hoje pertence ao PSB.
Por estes e por outros diversos fatores, a candidatura de Waldemar em Gravatá vai se tornando cada vez mais inviável, além disso o deputado só tem uma semana para transferir seu domicilio eleitoral para Gravatá, coisa que já devia ter sido feita se realmente existisse as chances da campanha dele ser vitoriosa.

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